{"id":1119,"date":"2019-04-03T18:34:15","date_gmt":"2019-04-03T21:34:15","guid":{"rendered":"http:\/\/cuidarebr.com.br\/?p=1119"},"modified":"2019-04-03T18:34:15","modified_gmt":"2019-04-03T21:34:15","slug":"parkinson-sintomas-tratamentos-e-causas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/parkinson-sintomas-tratamentos-e-causas\/","title":{"rendered":"Parkinson: sintomas, tratamentos e causas"},"content":{"rendered":"<h1><strong>Parkinson<\/strong><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div style=\"width: 733px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Cuidare | Parkinson\" src=\"https:\/\/cdn1.yalemedicine.org\/images\/82acb97c-a4de-4e19-b54e-200e2ee94bcc_tcm990-292890_w828_h466.png\" alt=\"Cuidare | Parkinson\" width=\"723\" height=\"407\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Cuidare | Parkinson<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<h3><strong>O que \u00e9<\/strong><\/h3>\n<p>A Doen\u00e7a de Parkinson \u00e9 uma doen\u00e7a degenerativa do sistema nervoso central, cr\u00f4nica e progressiva. \u00c9 causada por uma diminui\u00e7\u00e3o intensa da produ\u00e7\u00e3o de dopamina, que \u00e9 um neurotransmissor (subst\u00e2ncia qu\u00edmica que ajuda na transmiss\u00e3o de mensagens entre as c\u00e9lulas nervosas).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A dopamina ajuda na realiza\u00e7\u00e3o dos movimentos volunt\u00e1rios do corpo de forma autom\u00e1tica, ou seja, n\u00e3o precisamos pensar em cada movimento que nossos m\u00fasculos realizam, gra\u00e7as \u00e0 presen\u00e7a dessa subst\u00e2ncia em nossos c\u00e9rebros. Na falta dela, particularmente numa pequena regi\u00e3o encef\u00e1lica chamada subst\u00e2ncia negra, o controle motor do indiv\u00edduo \u00e9 perdido, ocasionando sinais e sintomas caracter\u00edsticos, que veremos adiante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Tipos<\/strong><\/h3>\n<p>Esse conjunto de sinais e sintomas neurol\u00f3gicos \u00e9 chamado de s\u00edndrome parkinsoniana ou parkinsonismo. Doen\u00e7as diferentes e causas muito diversas podem produzir essa s\u00edndrome parkinsoniana. Entretanto, a principal causa dessa s\u00edndrome \u00e9 a pr\u00f3pria Doen\u00e7a de Parkinson, em aproximadamente 70% dos casos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os demais casos relacionam-se a enfermidades ou condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas nas quais os sintomas s\u00e3o semelhantes, por\u00e9m outras caracter\u00edsticas est\u00e3o presentes e a hist\u00f3ria cl\u00ednica e a evolu\u00e7\u00e3o v\u00e3o ajudar no diagn\u00f3stico diferencial. Portanto, quando um m\u00e9dico faz men\u00e7\u00e3o ao parkinsonismo ou s\u00edndrome parkinsoniana, ele n\u00e3o estar\u00e1 necessariamente se referindo \u00e0 Doen\u00e7a de Parkinson. Uma causa importante de parkinsonismo secund\u00e1rio \u00e9 o uso de certos medicamentos (por exemplo, algumas das drogas usadas para vertigens, tonturas e doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas e alguns rem\u00e9dios para hipertens\u00e3o). A import\u00e2ncia de se identificar esses casos \u00e9 que os sintomas s\u00e3o potencialmente revers\u00edveis com a interrup\u00e7\u00e3o dos medicamentos que os causaram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Causas<\/strong><\/h3>\n<p>Com o envelhecimento, todos os indiv\u00edduos saud\u00e1veis apresentam morte progressiva das c\u00e9lulas nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas c\u00e9lulas (e consequentemente diminuem muito mais seus n\u00edveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe exatamente quais os motivos que levam a essa perda progressiva e exagerada de c\u00e9lulas nervosas (degenera\u00e7\u00e3o), muito embora o empenho de estudiosos deste assunto seja muito grande. Admitimos que mais de um fator deve estar envolvido no desencadeamento da doen\u00e7a. Esses fatores podem ser gen\u00e9ticos ou ambientais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Principais sintomas<\/strong><\/h3>\n<p>OS principais sintomas da doen\u00e7a de Parkinson s\u00e3o a lentid\u00e3o motora (bradicinesia), a rigidez entre as articula\u00e7\u00f5es do punho, cotovelo, ombro, coxa e tornozelo, os tremores de repouso notadamente nos membros superiores e geralmente predominantes em um lado do corpo quando comparado com o outro e, finalmente, o desequil\u00edbrio. Estes s\u00e3o os chamados \u201csintomas motores\u201d da doen\u00e7a, mas podem ocorrer tamb\u00e9m \u201csintomas n\u00e3o-motores\u201d como diminui\u00e7\u00e3o do olfato, altera\u00e7\u00f5es intestinais e do sono.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<h2><strong>Quando desconfiar que os tremores t\u00eam liga\u00e7\u00e3o com o Parkinson?<\/strong><\/h2>\n<p>O tremor da doen\u00e7a de Parkinson \u00e9 caracter\u00edstico. Ele \u00e9 chamado de tremor de repouso, ou seja, \u00e9 mais evidente ou exclusivo quando a m\u00e3o do paciente est\u00e1 parada, seja em repouso quando o paciente est\u00e1 sentado, seja quando ele est\u00e1 em p\u00e9 com os bra\u00e7os relaxados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando o paciente executa algum movimento a tend\u00eancia do tremor \u00e9 diminuir ou desaparecer. Al\u00e9m disso, caracteristicamente o tremor \u00e9 assim\u00e9trico, ou seja, \u00e9 mais evidente em apenas um lado do corpo (geralmente as m\u00e3os), e com o passar dos anos pode afetar o outro lado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vale lembrar que nem todos os pacientes com doen\u00e7a de Parkinson apresentam tremor. Em 30% dos pacientes ele est\u00e1 ausente, sendo a lentid\u00e3o dos movimentos e a rigidez os sintomas mais evidentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Tipos de tremores<\/strong><\/h3>\n<p>O tremor da doen\u00e7a de Parkinson conforme discutido \u00e9 um tremor de repouso. Outras formas de tremor, chamados tremores de a\u00e7\u00e3o s\u00e3o vistos em outras doen\u00e7as, em especial o Tremor Essencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Tremor Essencial \u00e9 um tremor na sua maior parte familiar e ocorre principalmente quando pegamos algum objeto, como uma colher, um copo d\u2019\u00e1gua, quando escrevemos. Ao contr\u00e1rio do tremor da doen\u00e7a de Parkinson, ele tende a diminuir ou desaparecer com o bra\u00e7o em repouso.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/h3>\n<p>O diagn\u00f3stico da doen\u00e7a de Parkinson \u00e9 essencialmente cl\u00ednico, baseado na correta valoriza\u00e7\u00e3o dos sinais e sintomas descritos. O profissional mais habilitado para tal interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 o m\u00e9dico neurologista, que \u00e9 capaz de diferencia esta doen\u00e7a de outras que tamb\u00e9m afetam involuntariamente os movimentos do corpo. Os exames complementares, como tomografia cerebral, resson\u00e2ncia magn\u00e9tica etc., servem apenas para avalia\u00e7\u00e3o de outros diagn\u00f3sticos diferenciais. O exame de tomografia computadorizada por emiss\u00e3o de f\u00f3ton-\u00fanico para quantificar a dopamina cerebral (SPECT-Scan) pode ser utilizado como uma ferramenta especial para o diagn\u00f3stico de doen\u00e7a de Parkinson, mas \u00e9, na maioria das vezes, desnecess\u00e1rio, diante do quadro cl\u00ednico e evolutivo caracter\u00edstico.<\/p>\n<div><\/div>\n<h3><strong>Tratamento<\/strong><\/h3>\n<p>A doen\u00e7a de Parkinson \u00e9 trat\u00e1vel e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfat\u00f3ria \u00e0s medica\u00e7\u00f5es existentes. Esses medicamentos, entretanto, s\u00e3o sintom\u00e1ticos, ou seja, eles rep\u00f5em parcialmente a dopamina que est\u00e1 faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doen\u00e7a. Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou at\u00e9 que surjam tratamentos mais eficazes. Ainda n\u00e3o existem drogas dispon\u00edveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progress\u00e3o da degenera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas nervosas que causam a doen\u00e7a. H\u00e1 diversos tipos de medicamentos antiparkinsonianos dispon\u00edveis, que devem ser usados em combina\u00e7\u00f5es adequadas para cada paciente e fase de evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, garantindo, assim, melhor qualidade de vida e independ\u00eancia ao enfermo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m existem t\u00e9cnicas cir\u00fargicas para atenuar alguns dos sintomas da doen\u00e7a de Parkinson, que devem ser indicadas caso a caso, quando os medicamentos falharem em controlar tais sintomas. Tratamento adjuvante com equipe multiprofissional \u00e9 muito recomendado, al\u00e9m de atividade f\u00edsica regular. O objetivo do tratamento, incluindo medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicol\u00f3gico e nutricional, atividade f\u00edsica entre outros \u00e9 melhorar a qualidade de vida do paciente, reduzindo o preju\u00edzo funcional decorrente da doen\u00e7a, permitindo que o paciente tenha uma vida independente, com qualidade, por muitos anos.<\/p>\n<div><\/div>\n<h3><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como prevenir a doen\u00e7a de Parkinson com os recursos dispon\u00edveis atualmente. Embora hoje seja poss\u00edvel identificar indiv\u00edduos com alto risco de convers\u00e3o para Parkinson, por exemplo, portadores assintom\u00e1ticos de genes patog\u00eanicos, as estrat\u00e9gias medicamentosas e com outras terapias alterantivas ainda n\u00e3o se mostraram eficazes para prevenir a progress\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<div>\u200b<\/div>\n<h3><strong>Incid\u00eancia no Brasil<\/strong><\/h3>\n<p>No Brasil existem poucos n\u00fameros sobre a doen\u00e7a de Parkinson e esta n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria. N\u00fameros n\u00e3o oficiais apontam para pelo menos 250 mil portadores. Por\u00e9m, se considerarmos o levantamento epidemiol\u00f3gico de todos os portadores de doen\u00e7a de Parkinson em um estudo realizado no interior de uma cidade de Minas Gerais com idosos de 64 anos de idade ou mais, veremos que a preval\u00eancia de Parkinson, neste estudo, foi de 3,3%. Extrapolando para o n\u00famero de idosos em nosso pa\u00eds, veremos que provavelmente s\u00e3o mais de 600 mil parkinsonianos com 64 anos de idade ou mais.<\/p>\n<p>E isto n\u00e3o leva em conta os portadores da doen\u00e7a jovens, aqueles que desenvolvem em idades bem inferiores \u00e0 faixa et\u00e1ria t\u00edpica. Por isto, seja no Brasil ou em qualquer pa\u00eds do mundo, trata-se da segunda doen\u00e7a neurodegenerativa mais comum. Se considerarmos o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, poderemos entender o impacto desta enfermidade, social e econ\u00f4mico, em um futuro n\u00e3o muito distante.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.einstein.br\/doencas-sintomas\/parkinson\">Einstein<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parkinson &nbsp; O que \u00e9 A Doen\u00e7a de Parkinson \u00e9 uma doen\u00e7a degenerativa do sistema nervoso central, cr\u00f4nica e progressiva. \u00c9 causada por uma diminui\u00e7\u00e3o intensa da produ\u00e7\u00e3o de dopamina, que \u00e9 um neurotransmissor (subst\u00e2ncia qu\u00edmica que ajuda na transmiss\u00e3o de mensagens entre as c\u00e9lulas nervosas). &nbsp; A dopamina ajuda na realiza\u00e7\u00e3o dos movimentos volunt\u00e1rios [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1127,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","footnotes":""},"categories":[43],"tags":[89,44,101,49,122,81],"class_list":["post-1119","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog-cuidare","tag-cuidadores","tag-cuidadores-de-idosos","tag-cuidadores-de-pessoas","tag-cuidare","tag-doenca","tag-parkinson"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1119\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1127"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}