{"id":5542,"date":"2025-06-27T09:47:09","date_gmt":"2025-06-27T12:47:09","guid":{"rendered":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/?p=5542"},"modified":"2025-06-27T09:47:09","modified_gmt":"2025-06-27T12:47:09","slug":"exame-este-casal-montou-o-negocio-em-40-dias-hoje-fatura-r-120-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cuidarebr.com.br\/novosite\/exame-este-casal-montou-o-negocio-em-40-dias-hoje-fatura-r-120-milhoes\/","title":{"rendered":"[EXAME] Este casal montou o neg\u00f3cio em 40 dias. Hoje, fatura R$ 120 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Em 2013, Izabelly e Etevaldo Miranda precisaram de apenas\u00a0<strong>40 dias<\/strong>\u00a0para criar o modelo de uma\u00a0<strong>empresa de cuidadores domiciliares<\/strong>\u00a0em Natal, no Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o n\u00e3o veio por impulso. Nasceu de uma observa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica feita dentro dos hospitais, onde Izabelly, ent\u00e3o no \u00faltimo ano da\u00a0<strong>faculdade de\u00a0<a>enfermagem<\/a><\/strong>, fazia est\u00e1gio.<\/p>\n<p>Ela notava que, mesmo ap\u00f3s a alta, muitos pacientes dependiam de ajuda em casa. A oferta de cuidadores especializados era escassa. Izabelly levou a ideia para casa. Etevaldo, advogado e empreendedor de longa data, validou o modelo e n\u00e3o esperou:<strong>\u00a0fez pesquisa de mercado, registrou o CNPJ, montou equipe e abriu a primeira unidade da Cuidare<\/strong>. Tudo em pouco mais de um m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu acredito num projeto, eu toco. N\u00e3o fico esperando a hora ideal\u201d, afirma Etevaldo. \u201cA gente estruturou tudo em<strong>\u00a040 dias<\/strong> e abriu a empresa. Ainda sem pensar em franquia, s\u00f3 com o objetivo de atender bem.<\/p>\n<p>Hoje, a Cuidare tem 74 unidades em 19 estados e no Distrito Federal, mais de 400 cuidadores s\u00f3 em Natal e um faturamento anual de R$ 120 milh\u00f5es.<strong>\u00a0A meta para 2025 \u00e9 chegar a 100 franquias ativas<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>R$ 170 milh\u00f5es em receita.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Como a Cuidare virou franquia<\/h2>\n<p>Nos tr\u00eas primeiros anos, a Cuidare cresceu de forma org\u00e2nica, conquistando a lideran\u00e7a de mercado em Natal.<\/p>\n<p>A cidade tinha seis concorrentes, e o neg\u00f3cio prosperou mesmo com a\u00a0<strong>maioria da popula\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0composta por servidores p\u00fablicos. \u201cSe dava certo em Natal, com renda m\u00e9dia mais baixa, imagine no interior de S\u00e3o Paulo\u201d, diz Etevaldo.<\/p>\n<p>A partir dessa constata\u00e7\u00e3o, ele decidiu formatar o neg\u00f3cio para\u00a0<a>franquias<\/a>. Contratou uma consultoria de S\u00e3o Paulo e, em seis meses, preparou o modelo franque\u00e1vel. A entrada no franchising, no entanto, esbarrou num obst\u00e1culo inesperado: o sotaque e o DDD do fundador.<\/p>\n<p>\u201cNos primeiros quatro meses eu mesmo atendia os interessados. As duas primeiras perguntas eram: \u2018de onde \u00e9 seu sotaque?\u2019 e \u2018por que o n\u00famero come\u00e7a com 84?\u2019\u201d, afirma. \u201cNotei que havia um bairrismo. Em quatro meses, vendi s\u00f3 tr\u00eas franquias.\u201d<\/p>\n<p>A virada veio quando ele contratou um escrit\u00f3rio especializado de S\u00e3o Paulo. \u201cNo primeiro m\u00eas, eles venderam as mesmas tr\u00eas unidades que levei quatro meses para fechar. Em seis meses, foram 16 franquias vendidas.\u201d<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia seguiu com foco no\u00a0<strong>Sudeste<\/strong>, onde est\u00e1 hoje mais da metade da rede. No Nordeste, a Cuidare\u00a0<strong>j\u00e1 lidera o setor de cuidadores particulares.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os desafios do setor<\/h2>\n<p>A empresa exige que seus cuidadores tenham, no m\u00ednimo,\u00a0<strong>forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em enfermagem<\/strong> \u2014 um curso de dois anos. A maioria dos concorrentes aceita apenas o curso de cuidador, que pode durar s\u00f3 20 horas. Ainda assim, formar uma equipe confi\u00e1vel \u00e9 um gargalo.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea encontra gente com diploma o tempo todo, mas dos dez que a gente treina, dois ou tr\u00eas ficam. O desafio \u00e9 encontrar quem tenha responsabilidade, pontualidade, educa\u00e7\u00e3o e empatia. O cuidado humanizado exige muito mais do que t\u00e9cnica\u201d, afirma Etevaldo.<\/p>\n<p>A informalidade no setor \u00e9 outro problema. Segundo ele, h\u00e1 empresas oferecendo planos 24 horas por menos da metade do valor praticado pela Cuidare.<\/p>\n<p>\u201cEm Natal, nosso plano de quatro cuidadores custa R$ 9 mil. Tem empresa vendendo a R$ 3,5 mil. Isso n\u00e3o cobre nem metade dos nossos custos. O cliente precisa entender que est\u00e1 pagando por seguran\u00e7a e estrutura.\u201d<\/p>\n<p>Para manter os bons profissionais, a empresa aposta em remunera\u00e7\u00e3o acima do mercado e reconhecimento. \u201cPagamos 40% mais do que os concorrentes em Natal. E temos cuidador que est\u00e1 com a gente desde o primeiro dia, h\u00e1 12 anos\u201d, diz.<\/p>\n<div class=\"exm_h2_start\"><\/div>\n<h2>Franqueados, interior de SP e plano de internacionaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O modelo da Cuidare foi desenhado para ter\u00a0<strong>poucos clientes<\/strong>, mas de alta rentabilidade. O foco est\u00e1 nas classes A e B. Em S\u00e3o Paulo, um plano domiciliar chega a R$ 12 mil mensais. Com 40 a 50 clientes, uma unidade j\u00e1 se sustenta com margem confort\u00e1vel.<\/p>\n<p>O perfil do franqueado varia. H\u00e1 m\u00e9dicos, enfermeiros e tamb\u00e9m casais empreendedores. \u201cTemos muitos franqueados que s\u00e3o marido e mulher, como a gente. Um complementa o trabalho do outro\u201d, diz Etevaldo.<\/p>\n<p>A Cuidare j\u00e1 est\u00e1 em 20 estados e prioriza a expans\u00e3o em cidades do interior paulista com mais de 40 mil habitantes. \u201cA estrutura dessas cidades \u00e9 boa, os custos s\u00e3o mais baixos, e a demanda \u00e9 crescente\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A empresa tamb\u00e9m come\u00e7ou a estruturar a entrada em outros pa\u00edses, como parte da estrat\u00e9gia de longo prazo. \u201cA popula\u00e7\u00e3o idosa no Brasil vai dobrar em 20 anos. E essa realidade se repete em v\u00e1rios pa\u00edses. Quem j\u00e1 tem opera\u00e7\u00e3o estruturada vai sair na frente\u201d, diz.<\/p>\n<p>https:\/\/content.btgpactual.com\/research\/home\/noticias\/68487a5e340b6337feed34ed\/Este-casal-montou-o-negocio-em-40-dias-Hoje-fatura-R-120-milhoes<\/p>\n<p>https:\/\/exame.com\/negocios\/este-casal-montou-o-negocio-em-40-dias-hoje-faturam-r-120-milhoes\/<\/p>\n<p>https:\/\/www.terra.com.br\/economia\/meu-negocio\/historias-inspiradoras\/em-40-dias-casal-cria-negocio-que-fatura-r-120-milhoes-ao-ano,5ea1b1b31c18322c84b9a8d2e08696a71axmlewf.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2013, Izabelly e Etevaldo Miranda precisaram de apenas\u00a040 dias\u00a0para criar o modelo de uma\u00a0empresa de cuidadores domiciliares\u00a0em Natal, no Rio Grande do Norte. A decis\u00e3o n\u00e3o veio por impulso. Nasceu de uma observa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica feita dentro dos hospitais, onde Izabelly, ent\u00e3o no \u00faltimo ano da\u00a0faculdade de\u00a0enfermagem, fazia est\u00e1gio. 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